
Fugir.Há quem diga que quem foge é covarde. Mas muitos fogem por medo. Medo seria covardia? talvez. Mas quem assume o medo, talvez não seja tão covarde assim,eu chamaria um ato de coragem assumir um medo.
Conheço pessoas que tem medo de chuva, principalmente do trovão, conheço gente que tem medo do escuro, gente que tem medo da solidão, gente que tem medo de avião, do mar, de escada, de elevador, conheço gente que tem medo de cavalo, de cachorro, até de lagartixa, existem tantos os tipos de medo, e somente as pessoas corajosas assumem que tem. Fogem mas assumem. Eu tenho medo das palavras, tenho medo do amor; medo de ouvir um nunca mais, medo de ouvir "to em outra", medo de me entregar e sofrer. Eu fujo de tudo que me tras lembranças boas, ninguém entende, somente eu entendo. Eu fujo não por covardia, fujo por amor proprio, por não ser mazoquista, por ter raiva de não conseguir trazer de volta momentos passados.
Tenho medo de descobrir que não o tenho mais pra mim. Tantas foram as vezes que quis fugir até de mim, fugir dos meus pensamentos e meus próprios atos.
Seja qual for o medo, eu não chamaria de covardia, eu na verdade não chamaria de nada, só aplaudo quem os assume e de cabeça erguida os enfrenta.
Débora Rezende
Nenhum comentário:
Postar um comentário